Nos últimos 20 anos, o Brasil assistiu a persistente polarização
eleitoral entre as duas variações da social-democracia brasileira. PT e PSDB
disputaram o poder central do país nas últimas 5 eleições, deixando pouco
espaço para que nascesse uma terceira via. No governo, guardaram semelhanças. As
diretrizes econômicas foram praticamente as mesmas, e as políticas sociais ampliaram,
sobretudo, na gestão petista, ainda que sem romper o caráter meramente
assistencialista. Negativamente, pesa o fato que não conseguiram empreender um
processo reformista, capaz de alterar a injusta estrutura social do país.
Em 2014, faz-se um apelo por um novo bloco político,
democrático e reformista. Eduardo Campos, ex-governador de Pernambuco, é o
candidato do PSB, partido que traz em sua história nomes como Hermes Lima e João Mangabeira, e nos momentos de maior
influência do Stalinismo entre as esquerdas, levantou a bandeira do socialismo
democrático. Com ele, veio a Rede Sustentabilidade, o partido que se esforça
por sua legalização junto ao TSE, crescendo em torno da carismática Marina
Silva e com a nobre ambição de atualizar a política em valores que eliminem, de
nossa cultura, os traços da velha política. Por fim, integra ainda este bloco o
valoroso PPS. Herdeiro do saudoso partidão, renovado com a convicção do papel
da democracia nas lutas contemporâneas.
Essa é a terceira opção. A opção democrática, que veio para
quebrar a dicotomia eleitoral que empobrece o debate político e nos impede de ir
além das campanhas comparativas, como se a sociedade brasileira vivesse uma
única escolha: ou se volta ao passado ou segue tudo como está. Esquece-se o
sonho de um futuro melhor, que reconheça os avanços até hoje conquistados, mas que
ouse ir além deles, construindo um Brasil de todos, justo socialmente e
democrático politicamente.
Os que tomam a democracia política como valor universal,
negando dar a ela adjetivos de classe. Que veem no moderno Estado de direito
uma conquista de civilização, espaço privilegiado para que as classes sociais
resolvam seus conflitos sem que se abra um confronto aberto e violento, devem,
de imediato, assumir a candidatura de Eduardo Campos. Dilma e Aécio, com suas diferenças, não
preenchem satisfatoriamente os quesitos para que, pela via democrática, façamos
nascer em nossa terra um novo país, que esteja a altura de nossas
potencialidades históricas.
Por tudo isso, os democratas devem estar ao lado de Eduardo
Campos, Presidente.
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